sábado, 10 de maio de 2014

MÃE é MÃE

Domingo é dia das mães. Que boa lembrança essa.

Eu via a Rosana se tornar mãe ou MÃE, como é mais correto descrever esta forma intuitiva, premonitória, exagerada e absurdamente plena de se relacionar com outro ser humano. Ver este processo é um privilégio. Se as mulheres já tem um 6º sentido, quando se tornam mães devem produzir mais uns 12 sentidos, tal é a maneira com que pressentem, sentem e vivenciam essa missão. A Rosana é a melhor MÃE do universo, assim como são a Dona Iraci (a minha), Tia Áurea, Dona Santa (minha sogra), Gilda, Claudia (MÃE de aço), Rose (minha cunhada), Silmara, Lia e todas as mães do mundo. É assim mesmo: cada mãe que aceita ser MÃE é a melhor do universo porque não há comparativo entre uma MÃE e outra MÃE, nem mesmo um comparativo entre a relação de dois filhos com a sua MÃE.

Rosana não dormiu durante 9 meses seguidos quando o Hugo nasceu; Rosana foi uma malabarista do amor quando o Ian nasceu, pois éramos (e continuamos a ser) 3 homens berrando por um pouco de atenção. Quanta proteção e força, quanto "prestar atenção no outro". Quem cortava as minhas unhas antes de eu conhecer a Rosana? Não tenho ideia. Ela sempre me pergunta isso. Ela corta as unhas do Hugo e do Ian. Cortava as unhas do meu pai, também.

Se há alguma forma de imaginar ou sentir como Nossa Senhora se relacionou com o menino Jesus, é só olhar para uma MÃE - e não uma mãe - cuidar do seu filho. Os meus tem o maior, mais terno, mais abrangente, mais puro e dedicado amor que uma MÃE poderia oferecer aos seus filhos.

Dona Iraci foi e é a mulher que mais amo no mundo. Na minha infância, fomos tão próximos quanto um filho e uma MÃE podem ser. Contudo, somos todos caminhantes no aprendizado da vida e não somos tão próximos quanto eu sonhei que seríamos (apesar de morarmos juntos). Coisas da vida e uma reconstrução lenta, gradual e progressiva no cotidiano em que estamos inseridos.

Dona Santa foi uma MÃE corajosa e forte. Com uma personalidade extremamente forte, comandou a família com mão de ferro e gestos de amor que marcaram todos ao seu redor. Uma mulher que nasceu em condições duras e que dura foi com as condições em que nasceu. Se tivesse estudado, teria sido Governadora do estado, no mínimo....

A Cláudia é minha prima, filha do Tio Miro e da Tia Áurea, irmão do Mi e do Roberto. Ela personifica, pra mim, a força da mulher que olha pro destino e segue em frente na busca da felicidade. Três filhos no Céu e uma aqui na terra, reconstruiu sua vida após uma tragédia que abateria qualquer homem e muitas mulheres. Um exemplo e a quem dedico especialmente esta crônica.

Paz de Cristo a todos.

domingo, 4 de maio de 2014

Casamento, que viagem! - Ano 1

Nos casamos em dezembro de 1989. 1990, portanto, foi o ano 1 dessa caminhada.

Nos casamos muito apaixonados e vivíamos uma lua de mel diária. Fomos morar na casa de meus pais. Primeiro, no meu quarto enquanto o meu irmão e minha cunhada terminavam de preparar o apartamento (foram morar na Rua Palomar, na Vila Alba), depois fomos para os dois cômodos no fundo de casa. Nestes dois quartos funcionou, de 1973 a 1987, nossa fábrica de ataduras gessadas. Nos deu muito dinheiro, já que apenas nós fazíamos este material no estado: pena que bom senso e  sabedoria só se ganha com o tempo. Em casa, não tínhamos ideia que ganhávamos muito dinheiro; provavelmente, se soubéssemos seríamos muito piores do que somos. De qualquer forma, quando eu e Rosana nos conhecemos já não havia fábrica de ataduras e nem dinheiro sobrando...rs

Na época, ter casa própria era um sonho muito, muito, muito distante. Financiamento de casa era uma aventura perigosíssima, economia maluca, inflação absurda e escolhemos juntar as forças para vivermos nossos sonhos, incluindo a casa (conquistada alguns anos depois). Mas não dava para comprar casa e depois casar. No primeiro ano, os dois trabalhavam no SESC. Além disso, eu assumi um concurso no estado, que foi um desastre: não consegui ficar 6 meses na escola (não me lembro do nome, era para  lado da Coca-Cola, saída para São Paulo).

Em 90, tivemos que aguentar o Lazaroni e sua conversinha mole. No dia do jogo com a Argentina, eu estava trabalhando no SESC até próximo da hora do jogo. Deu o meu horário e eu corri para casa. Sinceramente, o único sentimento daquela Copa foi de raiva por não honrarem o futebol brasileiro e sua trajetória. Para mim, a seleção brasileira e sua camisa estão no mesmo patamar da bandeira, do brasão e do hino. A identidade brasileira foi lapidada pelas seleções brasileiras, seus fracassos e seus sucessos. Assim como a igreja e os padres, quando um jogador ou técnico não honra esta tradição não misturo a seleção com a falta de compromisso do homem (relação igreja e padre no mesmo nível). Então, ver a forma como a seleção foi tratada em 90 foi muito ruim.

Em dezembro, fomos para Vitória, ES, comemorar nosso primeiro ano de casamento com nossos queridos amigos do SESC (Jorge, Cristina, Hudson). Foi a primeira vez que eu andei de avião. Na praia, comemos uma porção de camarão rosa absolutamente enorme e eu comi abacaxi depois de uns 15 anos.


Foi lá que eu descobri, pela primeira vez, que existia lugar no mundo em que não se comia churrasco com mandioca - teve gente que achou que estávamos de sacanagem.. foi engraçado. O primeiro ano terminou como começou: divertidíssimo.

Paz de Cristo a todos!!!

domingo, 27 de abril de 2014

Casamento, que viagem - uma Morena na nossa vida.

Ontem, 26 de abril, foi aniversário do meu irmão Gilberto. Fomos até Salto, que fica a uns 80 km de Tatuí, para poder abraçar ele, a Denise, os cachorros e o coelho.

Bom, em determinada altura do campeonato, o Beto nos chamou para mostrar alguns vídeos da 9ª Cia de Guardas, onde servimos. Ele como Tenente Médico entre os anos de 1993 e 1997, acho; eu, como soldado raso mesmo, entre jun.86 e mai.87. Rimos bastante e começamos a ver imagens da Cidade Morena, Campo Grande, capital do MATO GROSSO DO SUL - faço questão das maiúsculas. Quem não entendeu, não adianta explicar...rs

Para quem nasceu em ou adotou (caso da Rosana) Campo Grande como sua cidade é sempre nostálgico lembrar, relembrar ou falar sobre esta cidade que cresceu e cresce em ritmo de uma guarânia alucinada. Estamos fora de Campo Grande desde 2001, quando viemos para Salto, em São Paulo. Tínhamos morado na Fundação Bradesco de 93 a 99, ficamos em 2000 em Campo Grande. Assim, estamos a muito tempo fora de nossa cidade do coração. Acompanhar de longe seu progresso é uma satisfação, apesar dos Pedrossian Darth Vader, Zeca do PTifaria ou Bernal, o bossal. Mas vou falar com mais detalhes da Morena que vale a pena perto do 26 de agosto, aniversário da capital.

Quero registrar aqui o problema que é toda a vez que vamos à Campo Grande, encontramos nossos queridos amigos de lá, falamos da cidade ou vemos imagens. A Rosana entra em um estado de tristeza que dá dó... é bem verdade que tem melhorado com o tempo, mas ainda tem um efeito colateral. A verdade é que, por ela, nunca teríamos saído da cidade. Em 1993, quando surgiu a oportunidade da Fundação Bradesco, fomos para lá por conta da casa própria, principalmente. Eram tempos em que pensávamos com a perspectiva de inflação altíssima: comprar algo via financiamento era uma loucura total. Quando voltamos, em 2000, eu já estava convencido que minha carreira tinha que se voltar para a administração esportiva. Tentei, por um ano, buscar opções de trabalho na área e não tive a paciência para esperar. Com a Rosana, tudo certo: estava dando aula em uma escola estadual próxima da casa que tínhamos comprado, estava se readaptando à rotina da cidade. Em 2001, a convenci de vir para São Paulo e saímos de lá para não voltar até agora, pelo menos.

A Rosana é apaixonada pelo MS, por Campo Grande e por tudo que vivemos por lá. Quem sabe um dia não voltamos para andar nas ruas largas e nas praças bem cuidadas, correr nos parques e tomar tereré no por de sol mais bonito do universo, conversando com os amigos, curtindo a vida e olhando o tempo passar devagar? Pode ser que isso aconteça, mas não será agora - eu acho....

Paz de Cristo a todos!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Beto e Denise

Meu irmão Beto é 8 anos mais velho do que eu. Sempre foi minha referência e sempre será. É casado com a Denise desde 1988.

Estivemos juntos neste domingo (20) em um encontro com nossos queridos amigos de Campo Grande e Tatuí. As histórias são muitas, mas quero destacar um pequeno exemplo de como são importantes para a nossa história.

Quando fomos de Campo Grande para Salto, onde moramos em 2001, o Beto e a Denise nos receberam em sua casa. Ficamos lá por 3 semanas, acho. O primeiro ano em São Paulo foi de um aprendizado incrível. Serviu para que eu entendesse que potencial não é nada sem realização. Também foi um tempo importante para que eu pudesse desenvolver humildade e paciência, duas virtudes de difícil desenvolvimento para mim (até hoje). A Rosana conseguiu trabalhos na área muito rapidamente. Eu, focado em trabalhar com administração do esporte, penei por meses até conseguir me firmar (conto estas histórias com mais detalhes depois).



Nestes tempos difíceis, por muitos meses, meu irmão levava a cesta básica para a gente. Foi de uma ajuda imensa neste aspecto e muitos outros. Mas quero destacar a generosidade da minha cunhada Denise. Ela é pedagoga e tem uma escola. No ano em que estávamos em Salto, abriu uma sala de 1º ano. Desconfio que foi só para que o Hugo pudesse estudar em uma escola melhor. Foi um ano inteiro com uma professora praticamente particular, já que a sala era inciante e tinha 4 alunos, salvo engano. O Ian não queria ir para a escola e achamos importante que ele ficasse em casa.

Deram festa de aniversário para os dois neste ano em que ficamos lá, nos apoiaram e, sem eles, não seria possível termos ficado em São Paulo. Aproveito para agradecer as coisas maravilhosas que fizeram e fazem por nós. São e serão fundamentais para sermos uma família.

Paz de Cristo a todos!!!


Quem tem um amigo, descobriu um tesouro

"Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade da sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor achará esse amigo. Quem teme o Senhor terá também uma excelente amizade, pois o seu amigo lhe será semelhante". (Eclo 6,14ss)


Bom, a Bíblia é um guia muito confiável se estivermos abertos a deixar a energia divina fluir por e para nós. Existem tantas passagens inteligentes e atuais que é difícil imaginar que possa ser apenas um artífice para manipular multidões. A passagem acima é um exemplo de sabedoria e boa prática no nosso cotidiano.

Recebemos em nossa casa apenas as pessoas que entendemos serem nossas amigas. Obviamente, podemos ter o prazer de receber quem estamos conhecendo ou amigos de amigos. Mas preparar a mesa, o coração e o ambiente, ah isso é só pra quem a gente ama. Não acho que seja uma máxima para qualquer família, é apenas o nosso jeito de ver a vida.

Pois bem, nesta semana santa recebemos o Adilson, a Leize e o Haroldo, de Campo Grande. A Leize é esposa do Adilson e, apesar de serem casados desde 1999 e de termos nos encontrado uma vez ou outra, pudemos ter o prazer de estreitar esta amizade agora. O Adilson e o Haroldo são amigos de longa data.

Eu conheço o Adilson desde a época do colégio, por volta de 78, acho. Mas ficamos amigos no antigo CNEC, a partir de 1982 quando fomos fazer o 2º científico junto com o preparatório para o vestibular. No início de 1984 entrei na Federal e o Adilson continuou a fazer cursinho, entrando no curso de Educação Física no início de 1986. Em junho do mesmo ano fui para o quartel. Voltei em agosto de 1987. Eu e ele nos formamos no mesmo ano, 1988. Tem muita história nestas idas e vindas. Blitz, voleibol, namoradas, Legião Urbana, carnavais, madrugadas intermináveis de conversas e risadas, esperanças compartilhadas, um jogo Flamengo e Operário em 1983 inesquecível (depois eu conto), reclamações das famílias, brigas, Queen, aniversários, brincadeiras (ou bailes na casa de alguém), Julio Takeshi (um amigo já falecido que formava o trio)... enfim, muita coisa vivida que fundamentou uma relação de confiança e parceria que sempre está intacta (mesmo que fiquemos anos sem nos vermos). No nosso casamento, duas pessoas choraram: meu Tio Almerindo e o Adilson. É uma honra ver os olhos dos meus filhos brilharem ao perceberem uma amizade verdadeira que foi construída com uma honestidade inegociável.






O Haroldo é uma daquelas pessoas que são indispensáveis pro mundo ser um lugar habitável. Eu o conheci na faculdade, mas nos tornamos amigos quando eu, ele e a Rosana fomos trabalhar na Fundação Bradesco, um internato com mil alunos no Pantanal, a partir de 1993. No dia do nascimento do Hugo, estávamos juntos quando a Rosana percebeu que o parto estava próximo. Foi uma pessoa muito importante no primeiro ano de vida do Hugo, quando nos nove primeiros meses ele só chorava. O Haroldo nos apoiou e deu muita força. Quando o Ian nasceu, ele já não trabalhava na Fundação, mas sempre esteve próximo de nós. Fonte inesgotável de palhaçadas, carinho, atenção e uma energia positiva que só Deus pode explicar. Os meninos adoram o Tio Haroldo e seu nome está sempre sendo citado em nossa casa. Às vezes pelas razões erradas....rs

Neste domingo, reunimos estes queridos amigos ao nossos queridos amigos de Tatuí (Danilo, Silmara, Douglas, Lia) e meu irmão Beto e a minha cunhada Denise, além da minha mãe. Foi muito legal ver, em um mesmo espaço e tempo, pessoas de fases diferentes de nossas vidas. Uma oportunidade de agradecer a Deus estas bençãos colocadas em nossas vidas para nos oferecer suporte e conforto, energia e apoio. Nossa família agradece a estes anjos em forma de amigos por todo o apoio oferecido.

Paz de Cristo a todos!

domingo, 6 de abril de 2014

Filhos - reflexões

Pessoal, boa vida para todos. Como não sei que horas são estas em que você está lendo, não me comprometo com um "bom dia" ou "boa tarde" ou "boa noite". Incerto e maravilhoso não-saber o que vai ser é que me motiva a simplesmente ser genérico e específico ao desejar uma boa via (e não vida boa, no mal sentido) a você que está se juntando agora às duas outras pessoas que leem nossas crônicas.

E o "não saber o que vai ser" nos acompanha de maneira definitiva durante nossa jornada na terra. Quando somos adolescentes, achamos que viveremos pra sempre e que nada de mal nos acontecerá. Tem que gente que, depois de adulto, vive como se fosse morrer daqui a dois segundos e que tudo de mal irá acontecer com ela. Fico em outro grupo, o de que realmente viveremos para sempre e que podemos morrer daqui a dois segundos segundo a carne (no meu caso, tem mais carne do que deveria....). O que nos acontece não é mal ou bom, pensando na essência das coisas. As coisas simplesmente são e o significado que tem muda de acordo com o tempo. Normalmente, a maioria das coisas não são tão boas ou ruins assim.

Duas coisas que jamais deixarão de ser boas são os nascimentos do Hugo e do Ian. Hoje (06/04/2014), eles tem 19-quase vinte e 17, respectivamente. O amor que ambos tem por mim e pela Rosana é um fato que sentimos todo dia.

No entanto, vivemos um período de indefinições (carreira, escola, religião, responsabilidades, etc.) em que as idades indicam a natural dificuldade existencial para os filhos e para os pais. A fé que tenho no futuro não é suficiente para que eu não me preocupe pois não quero ser omisso; a preocupação que tenho com o futuro não é suficiente para que eu seja ingrato com DEUS e duvide das maravilhas que Ele reservou aos meninos. No entanto, todos temos momentos em que as dúvidas e reflexões vem com mais força.

Hoje eu olho para ambos e sinto que eu poderia ter sido um melhor exemplo para os dois (a Rosana diz que não concorda...). Faço questão de escrever isto para não deixar dúvida que os textos aqui não são "chapa branca", apenas uma forma de ficar jogando confetes. Espero que sirvam, também, para ajudar aos que os lêem na análise do que fazem como pais, filhos, irmãos, maridos e esposas.

Eu, talvez, tivesse que ter sido um pai um pouco mais "herói", um pouco mais "helênico" (a Rosana está dizendo que não acha...). Sempre tive muito medo de que os meninos crescessem achando que eu era perfeito (continuo com este cuidado sempre, com todos os que me cercam). Acho que isto fez com que eles se sintam sem uma referência forte de futuro, não sinto que querem ser iguais a mim. Por um lado é bom, acho que proporciona mais liberdade e menos ilusões; por outro é ruim porque sem referência, ficamos mais perdidos. Isto é natural neste período da vida e viver isto como pai é um desafio diário de fé em DEUS e nos meninos.

Mas acredito que o que sofremos agora se traduzirá em grandes benefícios no futuro. Pois entendo que poderão olhar para o futuro sem uma sensação de que o mundo é um lugar em que "só os fortes sobrevivem", em que o "number one" é o que interessa. A falta de um "ídolo" hoje vai fazer, tenho fé, que se voltem um dia para o modelo de homem que virão em suas vidas: poderão se sentir confortáveis em perceber que não precisarão ser super-homens.

A paz de Cristo a todos.

domingo, 30 de março de 2014

Corra, Lola, Corra

A Rosana sempre foi uma pessoa fisicamente muito ativa. Nestes 25 anos, não me lembro de ter havido um período em que ela tenha ficado mais de 2 semanas sem fazer uma atividade, principalmente correr. A disciplina e prazer com que ela encara o exercício físico é inspiradora, entre outras características dela. Eu, ao contrário, sempre corri atrás de algo ou corria quando algo estava atrás de mim. Esportes com bola me motivaram muito mais do que outras atividades.

Ver a Rosana viver é um privilégio. Sempre buscando a maior qualidade possível em tudo, sempre se doando com aquele carinho que só quem ama profundamente pode ter. Me ensina todo o dia como não desperdiçar recursos (não é pão dura, não). Usa qualquer coisa até o final (sabonete, sapólio, pasta de dente, etc.) sem jamais se portar com mesquinhez ou avareza. Temos muitos móveis e aparelhos que compramos no início do casamento. A tv que o Seu João ajudou a comprar quando ela foi pra Campo Grande (isso tem 28 anos) está em perfeito estado e funcionando muito bem. O conjunto para feijoada que o meu tio Almerindo nos deu no casamento está inteiro. A nossa amiga Neli nos deu uma mesa de tv que usamos em nosso quarto. Roupas, calçados, tudo o que temos é cuidado à perfeição de forma natural. Em resumo: o princípio da prosperidade. Em todos os lugares em que moramos, a Rosana sempre tratou de deixar os ambientes limpos, organizados, cuidados. Desde os dois cômodos em que moramos no fundo da casa de meus pais em Campo Grande até em nossa casa hoje em Tatuí, nossa família teve a benção de ser cuidada por este ser humano maravilhoso que é minha esposa.

Devo confessar que dei (e dou) muito trabalho neste quesito. Desde o clássico "deixar roupa em cima da cama" até "esquecer de pagar conta", passando por "usar o notebook em cima da mesa sem um pano para não riscar", foram muitas e muitas brigas, chamadas de atenção e conversas sobre organização e conservar o que temos. Ainda me falta aprender muito, ainda desperdiço coisas à toa, deixo de usar as coisas da forma mais produtiva possível, ainda tenho comportamentos pouco positivos. E nossos filhos são sedentários, apesar de não terem (por enquanto) problemas relacionados a isso.

Mas o tempo é nosso aliado quando temos paciência. Nestas férias, resolvemos fazer uma pequena obra nos fundos de casa. Para economizar, resolvi passar selante nas vigas que seriam usadas na obra. Envolvi os meninos e foi muito gostoso fazer algo deste tipo juntos. Este fato me despertou para tomar iniciativas em casa a exemplo do que faço em meu trabalho. Pintei parede, passei verniz nas madeiras, os meninos me ajudaram e aí comecei a fazer algo que a Rosana me pede há anos: atividade física regular. Acredito que cuidar da casa física, a casa propriamente dita, com um olhar mais carinhoso me ajudou a reencontrar o caminho pra cuidar de minha casa espiritual, o corpo. Comecei a pedalar na bicicleta ergométrica e comecei, depois de um mês, a caminhar. Hoje estou correndo junto com ela. Emagreci. Estou mais disposto. Me alimento melhor. Enfim, aconteceu o que falamos para as pessoas quando defendemos a atividade física. Hoje de manhã eu comentei com ela sobre o que expus acima e ela me pediu pra colocar na crônica de hoje.

O "Lola" do título é pra lembrar da primeira e única cachorra que tivemos por um período de 1 semana. A compramos em Piraju e ela para lá voltou, depois do Hugo perceber que cuidar de alguém dá trabalho. Ela está morando com a nossa sobrinha Larissa e está muito feliz. Como boa blue realer (acho que escreve assim) ela corre. Bem mais do que eu, por enquanto.

Paz de Cristo a todos e até semana que vem.