Ontem, 28 de junho de 2014, vivemos mais um momento mágico que o esporte nos proporciona. A iminência do trinfo ou da derrota, o drama compartilhado entre os jogadores e o povo, o êxtase da vitória - tudo em duas horas de aventura.
Os meus filhos sempre estranharam o meu envolvimento com a Seleção Brasileira. Eles acham engraçado o nível de stress a que chego em jogos do Brasil durante a Copa do Mundo. Acho que ontem o Ian (o Hugo foi assistir o jogo com amigos em Sorocaba) sentiu um pouco deste sentimento que o futebol brasileiro provoca. Contra um Chile muito bem estruturado, com bons jogadores e focado na vitória sem abrir mão de jogar futebol, nossa seleção viveu momentos de extremos: uma bola na trave a 2 minutos do fim da prorrogação quase classifica o adversário; depois, nos pênaltis, fomos abençoados com a classificação às quartas de final.
Em 1974, assim que terminou a semifinal contra a Holanda, fiquei sentado na sala (tinha 7 anos) durante alguns minutos, sozinho. Não aguentei e chorei muito, culpando o Gérson ("porcaria de Gerson", era o que eu dizia), por eu ver o Brasil perder pela primeira vez. E por que o Gérson? Não sei a resposta. Sou são-paulino desde muito pequeno por causa de uma foto dele na Placar com o uniforme tricolor.
De 1974 pra cá, chorei muitas vezes. Sarriá (esta foi doída demais...), México em 86, o Tetra, o Vice, o Penta.... muitas emoções que vão se acumulando e solidificando ainda mais esta relação de amor pela Seleção.
Não sei qual será o destino do Brasil no jogo com a Colômbia. Eles também tem o direito de vencer e vai ser lindo acompanhar tudo isso. Mas esta Copa é a Copabacana pois está acontecendo tudo aquilo que um amante do futebol e do País gostaria: uma celebração linda e um evento que favorece a imagem do brasileiro como realizador. E os abusos e absurdos realizados durante a preparação da Copa devem ser cobrados pelo TCU, pelas autoridades e por nós, nas urnas. Cada coisa em seu lugar e no tempo certo.
Paz de Cristo a todos!
domingo, 29 de junho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Hugo, 20 anos
16 de junho de 1994, véspera do início da Copa do Mundo: nosso filho mais velho, o irmão do Ian, o Hugo nasceu e apareceu. No final da manhã, a Rosana começou a ter a perda de líquido e o desconforto que anunciavam a vinda deste serzinho tão desejado. Eis um aspecto que determina a relação entre pais e filhos: o desejo, a intenção concreta dos pais de trazer uma nova vida ao mundo. Nos preparamos e nos amamos mais profundamente a partir do dia em que confirmamos que a Rosana estava grávida. Fui ao laboratório com a minha irmão Gilda e a Neli, amiga da família, na cidade de Miranda, pois trabalhávamos na Fundação Bradesco, entre Miranda e Corumbá. A Rosana tinha ficado em casa, acho que estava dando aula (acabei de ser lembrado que ela estava lá, sim...). Quando abri o resultado, vi que DEUS havia escrito, em nossas vidas: vocês valem a pena, tomem um anjo pra brilhar pra sempre nos seus corações. Todo dia, todo segundo que olhamos para o Hugo, vemos o quanto somos abençoados, o quanto vale a pena viver com dignidade, com fé e com a coragem necessária para se lançar nos braços do Cristo.
Durante a gravidez, descobrimos que o Hugo gostava muito de rúcula. A Rosana não engordou demais (foram mais ou menos 9 quilos), mas inchou bastante na reta final da gravidez. No dia em que o Hugo nasceu, ela diz que sentiu dor (mais para desconforto) até pouco antes de ir para a sala de parto. Depois, curtiu muito. Eu fiquei na sala todo o tempo, vi a cabeça do Hugo indo e vindo, ajudei a pressionar a barriga pra facilitar a saída dele, vi fazer o corte pouco antes do nascimento... e quando a médica falou que era última contração, a Rosana falou: "Ah, já vai terminar? Tá tão gostoso..."
Pois é, parece mentira, mas é o que aconteceu, né Terta??? Mas o que não pareceu verdade foram os 9 meses de choro e preocupação: o Hugo simplesmente não parava de chorar. Quem sabe o que era? O calor, os mosquitos, vai saber o que o incomodava? Fomos a médicos, padre, centro espírita (por indicação da médica...), enfim, lutamos como podíamos. Chegou ao ponto de querermos que ele tivesse algo, já que nada parecia motivar tanto choro. A Rosana emagreceu como nunca, não dormia, não descansava. Eu confesso que conseguia dormir e não fiquei tão cansado. O peso ficou todo pra ela. Minha mãe ajudou demais, mas realmente a Rosana aguentou o tranco pois parece que a MÃE sente em dobro o que o filho sente.
Daí, no dia 16 de março de 1995, quando fez 9 meses (exatamente), ele parou de chorar. Eu acho que foi o dia em que DEUS definiu que o Ian seria nosso segundo filho. O Hugo parou de chorar e se tornou um sonho ambulante (exagero de pai babão). Desde aquele dia, tem sido uma luz na nossa vida. Dá umas piscadas de vez em quando, mas estamos no mundo para aprender, né?
Todos os dias, levantamos, nos abraçamos, nos olhamos com o amor que é cultivado em cada cuidado, cada exagero, cada intenção. É um filho cuidadoso, amoroso, acolhedor. Uma inteligência ímpar, um talento para a criação que vai levá-lo longe. É um irmão maravilhoso: podem acreditar, o Ian e o Hugo são quase uma pessoa só (às vezes não parece...), mas é uma ligação que deixa a gente meio impressionado.
Acho que muitas histórias virão ainda durante este tempo em que as crônicas vão ser escritas. Hoje, é dia de agradecer a DEUS pela nossa família, pelo Hugo e por todo o futuro brilhante que está à frente. Mesmo com algumas nuvens escuras e incertezas (somos humanos e sujeitos aos perigos que este mundo doido traz), sentimos em nossos corações que nossas gerações futuras serão fortes e sólidas. O Hugo, nosso filho e irmão do Ian, neto da Dona Iraci e Santa, Seus Joões Simões e Lourenço está aí para isso.
Paz de Cristo a todos e PARABÉNS Hugo!!!!
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Dia dos Namorados, que viagem (dedicado, tal como a minha vida, à Rosana Célia Simões Lourenço)
Hoje é Dia dos Namorados - não adianta, ontem não foi - o dia certo é 12/06.
Nunca fui de comemorar datas e a Rosana, também não. Então, queria falar mais de "Namorados" do que de "Dia dos".
Quando encontramos uma pessoa que nos estimula da forma correta, rola uma paixão. Quanto mais imaturos, mais temos a tendência de achar que não viveremos sem esta pessoa. Se há sexo, então, minha nossa!
Só que o tempo se encarrega de acomodar os nossos hormônios. O bem estar químico que uma paixão desencadeia vai se tornando uma rotina e a pessoa "amada" não desperta tanta paixão (ou tantos hormônios injetados em nossa corrente sanguínea...). A paixão vai se dissolvendo e o cotidiano vai se encarregando de deixar o "anjo" ou o "benhê" mais humano e cheio de falhas.
Quando a sensação da paixão diminui e, mesmo assim, ainda queremos encontrar a pessoa "amada", o caminho para o amor está aberto e as aspas começam a se dissipar. Quando você consegue viver sem a outra pessoa mas escolhe viver com ela, o amor vem se estruturando. Quando você consegue ver a outra pessoa sem ilusões e em sua plenitude (ou pelo menos, ter esta sensação, até porque nós vamos mudando com o tempo), entendo seus defeitos e virtudes e ama o conjunto, aí a pessoa se torna amada, sem aspas e sem dúvidas quanto ao amor. A magia, então, está em mudar junto com o outro, evoluir junto, sentir junto, até que ambos se tornam uma pessoa só, sempre atentos para que esta união seja perene.
Então, eu olho pro amor da minha vida, a Rosana, e me vejo invadido pela sensação de amor pleno, sexo pleno, andar em sintonia pleno. Ela é a pessoa mais chata que eu conheço porque é a pessoa que eu mais conheço; sistemática, medrosa, corajosa, mãe perfeita, filha completa, nora amorosa, acolhedora e paciente (sem ilusões: é lógico que conviver é difícil, mas a Rosana ama e cuida da minha mãe de forma exemplar).
Acho que a gente comemora o "Namorados" todo dia (entre uma TPM e outra...); talvez nunca prestemos a devida atenção ao "Dia dos". Fazer o quê?
Paz de Cristo a todos!
Nunca fui de comemorar datas e a Rosana, também não. Então, queria falar mais de "Namorados" do que de "Dia dos".
Quando encontramos uma pessoa que nos estimula da forma correta, rola uma paixão. Quanto mais imaturos, mais temos a tendência de achar que não viveremos sem esta pessoa. Se há sexo, então, minha nossa!
Só que o tempo se encarrega de acomodar os nossos hormônios. O bem estar químico que uma paixão desencadeia vai se tornando uma rotina e a pessoa "amada" não desperta tanta paixão (ou tantos hormônios injetados em nossa corrente sanguínea...). A paixão vai se dissolvendo e o cotidiano vai se encarregando de deixar o "anjo" ou o "benhê" mais humano e cheio de falhas.
Quando a sensação da paixão diminui e, mesmo assim, ainda queremos encontrar a pessoa "amada", o caminho para o amor está aberto e as aspas começam a se dissipar. Quando você consegue viver sem a outra pessoa mas escolhe viver com ela, o amor vem se estruturando. Quando você consegue ver a outra pessoa sem ilusões e em sua plenitude (ou pelo menos, ter esta sensação, até porque nós vamos mudando com o tempo), entendo seus defeitos e virtudes e ama o conjunto, aí a pessoa se torna amada, sem aspas e sem dúvidas quanto ao amor. A magia, então, está em mudar junto com o outro, evoluir junto, sentir junto, até que ambos se tornam uma pessoa só, sempre atentos para que esta união seja perene.
Então, eu olho pro amor da minha vida, a Rosana, e me vejo invadido pela sensação de amor pleno, sexo pleno, andar em sintonia pleno. Ela é a pessoa mais chata que eu conheço porque é a pessoa que eu mais conheço; sistemática, medrosa, corajosa, mãe perfeita, filha completa, nora amorosa, acolhedora e paciente (sem ilusões: é lógico que conviver é difícil, mas a Rosana ama e cuida da minha mãe de forma exemplar).
Acho que a gente comemora o "Namorados" todo dia (entre uma TPM e outra...); talvez nunca prestemos a devida atenção ao "Dia dos". Fazer o quê?
Paz de Cristo a todos!
ISTO BRASIL!!!
Bom, hoje é o dia de estréia do Brasil como anfitrião do mundo todo, pois é sede da sede de ganhar uma Copa do Mundo. Até algum tempo atrás, eu não estava empolgado com o evento em si, posto que a crítica a todo este sistema político e social que foi e é construído por nós mesmos como cidadãos acaba servindo como antídoto para exageros.
Mas passei no Itaquerão a cerca de 40 dias atrás para dar uma olhada e fui tomado pela consciência de que é vivemos um momento particularmente marcante. Não importa o que acontecer enquanto resultado esportivo, será histórico e tão eterno quanto um fato esportivo possa ser eterno. Obviamente não entrei nas dependências do estádio mas entrever o gramado, as arquibancadas, o ambiente todo foi revelador: estamos diante da História - é como se estivéssemos assistindo ao comício das Diretas Já no Vale do Anahnagabaú ou a queda do Muro de Berlim. Se o Brasil ganhar, a redenção de 50, a ascenção de Neymar ao nível de Maradona ou Messi e novo período de ouro para a Seleção Brasileira; se o Brasil perder, alguém será o novo Uruguai (talvez o Uruguai de novo, tomara), Neymar vai ter que esperar 4 anos para nova oportunidade e novo período de reconstrução para a Seleção Brasileira.
Por mais que a gente entenda conscientemente que o futebol é apenas esporte (lógico que não é só esporte), que o Brasil não é a Seleção (lógico que é - na minha opinião, a camisa da Seleção deveria ser colocada ao lado do Hino, do Brasão e da Bandeira como símbolo nacional) e que nossa vida não vai mudar em nada se o Brasil não for campeão (lógico que vai - você vai assistir um filme torcendo pro bandido?), é literalmente impossível ficar alheio ao que se passará nos campos e cidades do Brasil de hoje, 12/06 até 13/07. E aí...
E aí eu me lembro do meu pai, Seu João Lourenço e seu patriotismo brega (que eu tenho exatamente igual). "ISTO BRASIL" (fale sem terminar Brasil em "u", mas com a língua no céu da boca) era a frase padrão do pai nos gols, viradas e shows que as seleções dos anos 70 e 80 nos proporcionaram. Nas derrotas, a cara murcha e o seu caminhar em direção à sala de gesso para fazer ataduras gessadas: minha impressão é que em todas as Copas que o Brasil não ganhou meu pai ia, depois do jogo fatídico, fazer ataduras gessadas. Eu e o meu irmão Beto sempre usamos o ISTO BRASIL nas nossas conversas sobre a Seleção Brasileira. Tenho certeza que todo mundo tem referências pessoais em relação às Copas do Mundo e o Brasil. Por isso, quem é brasileiro, gostando ou não de futebol, é definido em sua nacionalidade pelo futebol, assim como o samba, bossa nova e carnaval. Fale para um estrangeiro (qualquer um) que você é brasileiro e que não gosta de futebol. A reação de espanto é a prova de que nós, como nação, fomos moldados também pelo esporte bretão.
ISTO BRASIL!!!!
Paz de Cristo a todos
Mas passei no Itaquerão a cerca de 40 dias atrás para dar uma olhada e fui tomado pela consciência de que é vivemos um momento particularmente marcante. Não importa o que acontecer enquanto resultado esportivo, será histórico e tão eterno quanto um fato esportivo possa ser eterno. Obviamente não entrei nas dependências do estádio mas entrever o gramado, as arquibancadas, o ambiente todo foi revelador: estamos diante da História - é como se estivéssemos assistindo ao comício das Diretas Já no Vale do Anahnagabaú ou a queda do Muro de Berlim. Se o Brasil ganhar, a redenção de 50, a ascenção de Neymar ao nível de Maradona ou Messi e novo período de ouro para a Seleção Brasileira; se o Brasil perder, alguém será o novo Uruguai (talvez o Uruguai de novo, tomara), Neymar vai ter que esperar 4 anos para nova oportunidade e novo período de reconstrução para a Seleção Brasileira.
Por mais que a gente entenda conscientemente que o futebol é apenas esporte (lógico que não é só esporte), que o Brasil não é a Seleção (lógico que é - na minha opinião, a camisa da Seleção deveria ser colocada ao lado do Hino, do Brasão e da Bandeira como símbolo nacional) e que nossa vida não vai mudar em nada se o Brasil não for campeão (lógico que vai - você vai assistir um filme torcendo pro bandido?), é literalmente impossível ficar alheio ao que se passará nos campos e cidades do Brasil de hoje, 12/06 até 13/07. E aí...
E aí eu me lembro do meu pai, Seu João Lourenço e seu patriotismo brega (que eu tenho exatamente igual). "ISTO BRASIL" (fale sem terminar Brasil em "u", mas com a língua no céu da boca) era a frase padrão do pai nos gols, viradas e shows que as seleções dos anos 70 e 80 nos proporcionaram. Nas derrotas, a cara murcha e o seu caminhar em direção à sala de gesso para fazer ataduras gessadas: minha impressão é que em todas as Copas que o Brasil não ganhou meu pai ia, depois do jogo fatídico, fazer ataduras gessadas. Eu e o meu irmão Beto sempre usamos o ISTO BRASIL nas nossas conversas sobre a Seleção Brasileira. Tenho certeza que todo mundo tem referências pessoais em relação às Copas do Mundo e o Brasil. Por isso, quem é brasileiro, gostando ou não de futebol, é definido em sua nacionalidade pelo futebol, assim como o samba, bossa nova e carnaval. Fale para um estrangeiro (qualquer um) que você é brasileiro e que não gosta de futebol. A reação de espanto é a prova de que nós, como nação, fomos moldados também pelo esporte bretão.
ISTO BRASIL!!!!
Paz de Cristo a todos
domingo, 25 de maio de 2014
Frio é tempo de ser feliz?
Hoje foi um domingo de frio e chuva, uma delícia. Eu gosto muito deste tempinho friorento, do calor debaixo da coberta, da comida fumegando, do céu, da chuva... muito aconchegante.
Lógico que é um clima que judia de quem está desamparado. O calor é mais democrático, menos "elitista". Um tipo de problema que deve ser resolvido pela nossa atuação na sociedade, no dia a dia, na nossa profissão e atuação nos diversos círculos em que transitamos. Mas o foco aqui é nos momentos que cada clima e situação podem nos ofertar para viver a vida de forma mais proveitosa, fazendo jus às bençãos que nos é dada por Deus.
A minha irmã Gilda está em nossa casa hoje. Pra variar, fez comidas maravilhosas. Ontem, pão italiano com recheios diversos (calabresa com e sem cebola por causa do Ian, mussarela, presunto). Hoje, uma feijoada daquelas. Em torno da mesa, foi um almoço como tantos outros em nossa vida. Delicioso.
Aí, penso o seguinte: quantos almoços na vida acabamos não desfrutando? Quantas oportunidades que nos são oferecidas pela vida para estar junto com pessoas que amamos e que deixamos passar por ... nada? No cotidiano, encontramos com pessoas de quem gostamos e não aproveitamos nem um segundo. Mergulhamos nas nossas pretensas "grandes questões" e deixamos passar estes momentos como se fossem nada. Que grande besteira!
O frio, o calor, o vento, a chuva, o entardecer, o amanhecer, o meio-dia, a madrugada.... todo clima é gostoso e toda hora é propícia quando nosso coração está aberto ao amor e ao encontro. Ser assim todo o tempo é um desafio, assim como ser feliz é desafiador pois coloca a responsabilidade sobre nossa condição exatamente onde ela nunca saiu e nunca sairá: de nós mesmos. O que acontece à nossa volta nos influencia e é influenciado por nós, mas não pode nos dominar por completo. Washington Olivetto tem um frase interessante: "A vida não é um jogo de futebol, onde você tem alguns grandes momentos decisivos (os gols); a vida é como o basquete, onde você vai marcando pontos a cada momento...". Acrescento: é no dia a dia que a gente se prepara para os grandes momentos; e muitos grandes momentos são, na verdade, alguns daqueles "pequenos e corriqueiros" momentos para os quais temos que estar atentos.
Paz de Cristo a todos!
domingo, 18 de maio de 2014
Churrasco se come com mandioca, lógico!
Churrasco se come com mandioca.
Esta verdade absoluta em alguns lugares, incluindo o Mato Grosso do Sul, é alimentada em nossa casa. Nos churrascos que fazemos, a mandioca cozida é obrigatória. O contraste do seu sabor e textura com o da carne temperada apenas com sal grosso é marcante e absolutamente perfeito. A gordura é um problema por ser deliciosa e perigosa: mas que sabor perfeito....
Em minha família, nunca fomos de fazer churrascos. Acho que na família da Rosana também não eram uma tradição. Por isso, principalmente, não desenvolvi esta habilidade. Não me lembro de fazer um churrasco até 1993 quando, morando na Fundação Bradesco - Pantanal, tentei fazer o primeiro. Foi um desastre gastronômico de proporções épicas assim como todos os demais até 2009... uma prova de que a insistência e falta de vergonha acabam levando a superação de nossos limites.
Quando fiz o primeiro churrasco, acabamos contando com a ajuda do Juarez, inspetor na Fundação, que assumiu os espetos quando viu que daquele mato não ia sair coelho, picanha ou alcatra.
Com o tempo, fui me arriscando a fazer churrasco e obrigando minha família a se arriscar a comer. Salgando, queimando, derrubando, saindo pra comprar bebida ou carvão que faltaram, uma farra que sempre fez a Rosana ficar muito brava (que falta de organização....). Sempre fiquei espantado com os churrascos que eu comia onde a carne era tenra e temperada no ponto correto. Honestamente, ainda não sei cortar a carne corretamente (na direção da fibra, conforme meu irmão sempre fala), mas aprendi que com carne de boa qualidade não tem erro se você não exagerar no sal grosso e deixar no calor adequado durante o tempo certo, sucesso garantido. Acho que o protocolo que envolve fazer um churras é importante: como você prepara os utensílios, as carnes, sal grosso, como acende o fogo, organiza as carnes, linguiça, legumes, pão de alho e queijos para ir servindo o povo.
Esta verdade absoluta em alguns lugares, incluindo o Mato Grosso do Sul, é alimentada em nossa casa. Nos churrascos que fazemos, a mandioca cozida é obrigatória. O contraste do seu sabor e textura com o da carne temperada apenas com sal grosso é marcante e absolutamente perfeito. A gordura é um problema por ser deliciosa e perigosa: mas que sabor perfeito....
Em minha família, nunca fomos de fazer churrascos. Acho que na família da Rosana também não eram uma tradição. Por isso, principalmente, não desenvolvi esta habilidade. Não me lembro de fazer um churrasco até 1993 quando, morando na Fundação Bradesco - Pantanal, tentei fazer o primeiro. Foi um desastre gastronômico de proporções épicas assim como todos os demais até 2009... uma prova de que a insistência e falta de vergonha acabam levando a superação de nossos limites.
Quando fiz o primeiro churrasco, acabamos contando com a ajuda do Juarez, inspetor na Fundação, que assumiu os espetos quando viu que daquele mato não ia sair coelho, picanha ou alcatra.
Com o tempo, fui me arriscando a fazer churrasco e obrigando minha família a se arriscar a comer. Salgando, queimando, derrubando, saindo pra comprar bebida ou carvão que faltaram, uma farra que sempre fez a Rosana ficar muito brava (que falta de organização....). Sempre fiquei espantado com os churrascos que eu comia onde a carne era tenra e temperada no ponto correto. Honestamente, ainda não sei cortar a carne corretamente (na direção da fibra, conforme meu irmão sempre fala), mas aprendi que com carne de boa qualidade não tem erro se você não exagerar no sal grosso e deixar no calor adequado durante o tempo certo, sucesso garantido. Acho que o protocolo que envolve fazer um churras é importante: como você prepara os utensílios, as carnes, sal grosso, como acende o fogo, organiza as carnes, linguiça, legumes, pão de alho e queijos para ir servindo o povo.
Denise, Rosana e a churrasqueira ao fundo
Mãe, Beto, Gilda e Edson
Hugo, Gilda e Ian
As fotos acima foram tiradas hoje, 18/05/14. Um churrasco em família para matar as saudades da Tia Gigi que está morando em Campo Grande. Uma delícia!
Uma mandioca cozida bem macia junto com uma carne no ponto preferido e com a quantidade de sal grosso certa leva a gente de volta pra casa em que crescemos, dá sabor pra saudade e ajuda a marcar um tempo gostoso e de felicidade
Nada contra o pão, a salada, a maionese (todos muito bem vindos e bem mordidos também): mas churrasco se come com mandioca assim como a vida se vive com gente que a gente ama.
Paz de Cristo a todos.
sábado, 10 de maio de 2014
MÃE é MÃE
Domingo é dia das mães. Que boa lembrança essa.
Eu via a Rosana se tornar mãe ou MÃE, como é mais correto descrever esta forma intuitiva, premonitória, exagerada e absurdamente plena de se relacionar com outro ser humano. Ver este processo é um privilégio. Se as mulheres já tem um 6º sentido, quando se tornam mães devem produzir mais uns 12 sentidos, tal é a maneira com que pressentem, sentem e vivenciam essa missão. A Rosana é a melhor MÃE do universo, assim como são a Dona Iraci (a minha), Tia Áurea, Dona Santa (minha sogra), Gilda, Claudia (MÃE de aço), Rose (minha cunhada), Silmara, Lia e todas as mães do mundo. É assim mesmo: cada mãe que aceita ser MÃE é a melhor do universo porque não há comparativo entre uma MÃE e outra MÃE, nem mesmo um comparativo entre a relação de dois filhos com a sua MÃE.
Rosana não dormiu durante 9 meses seguidos quando o Hugo nasceu; Rosana foi uma malabarista do amor quando o Ian nasceu, pois éramos (e continuamos a ser) 3 homens berrando por um pouco de atenção. Quanta proteção e força, quanto "prestar atenção no outro". Quem cortava as minhas unhas antes de eu conhecer a Rosana? Não tenho ideia. Ela sempre me pergunta isso. Ela corta as unhas do Hugo e do Ian. Cortava as unhas do meu pai, também.
Se há alguma forma de imaginar ou sentir como Nossa Senhora se relacionou com o menino Jesus, é só olhar para uma MÃE - e não uma mãe - cuidar do seu filho. Os meus tem o maior, mais terno, mais abrangente, mais puro e dedicado amor que uma MÃE poderia oferecer aos seus filhos.
Dona Iraci foi e é a mulher que mais amo no mundo. Na minha infância, fomos tão próximos quanto um filho e uma MÃE podem ser. Contudo, somos todos caminhantes no aprendizado da vida e não somos tão próximos quanto eu sonhei que seríamos (apesar de morarmos juntos). Coisas da vida e uma reconstrução lenta, gradual e progressiva no cotidiano em que estamos inseridos.
Dona Santa foi uma MÃE corajosa e forte. Com uma personalidade extremamente forte, comandou a família com mão de ferro e gestos de amor que marcaram todos ao seu redor. Uma mulher que nasceu em condições duras e que dura foi com as condições em que nasceu. Se tivesse estudado, teria sido Governadora do estado, no mínimo....
A Cláudia é minha prima, filha do Tio Miro e da Tia Áurea, irmão do Mi e do Roberto. Ela personifica, pra mim, a força da mulher que olha pro destino e segue em frente na busca da felicidade. Três filhos no Céu e uma aqui na terra, reconstruiu sua vida após uma tragédia que abateria qualquer homem e muitas mulheres. Um exemplo e a quem dedico especialmente esta crônica.
Paz de Cristo a todos.
Eu via a Rosana se tornar mãe ou MÃE, como é mais correto descrever esta forma intuitiva, premonitória, exagerada e absurdamente plena de se relacionar com outro ser humano. Ver este processo é um privilégio. Se as mulheres já tem um 6º sentido, quando se tornam mães devem produzir mais uns 12 sentidos, tal é a maneira com que pressentem, sentem e vivenciam essa missão. A Rosana é a melhor MÃE do universo, assim como são a Dona Iraci (a minha), Tia Áurea, Dona Santa (minha sogra), Gilda, Claudia (MÃE de aço), Rose (minha cunhada), Silmara, Lia e todas as mães do mundo. É assim mesmo: cada mãe que aceita ser MÃE é a melhor do universo porque não há comparativo entre uma MÃE e outra MÃE, nem mesmo um comparativo entre a relação de dois filhos com a sua MÃE.
Rosana não dormiu durante 9 meses seguidos quando o Hugo nasceu; Rosana foi uma malabarista do amor quando o Ian nasceu, pois éramos (e continuamos a ser) 3 homens berrando por um pouco de atenção. Quanta proteção e força, quanto "prestar atenção no outro". Quem cortava as minhas unhas antes de eu conhecer a Rosana? Não tenho ideia. Ela sempre me pergunta isso. Ela corta as unhas do Hugo e do Ian. Cortava as unhas do meu pai, também.
Se há alguma forma de imaginar ou sentir como Nossa Senhora se relacionou com o menino Jesus, é só olhar para uma MÃE - e não uma mãe - cuidar do seu filho. Os meus tem o maior, mais terno, mais abrangente, mais puro e dedicado amor que uma MÃE poderia oferecer aos seus filhos.
Dona Iraci foi e é a mulher que mais amo no mundo. Na minha infância, fomos tão próximos quanto um filho e uma MÃE podem ser. Contudo, somos todos caminhantes no aprendizado da vida e não somos tão próximos quanto eu sonhei que seríamos (apesar de morarmos juntos). Coisas da vida e uma reconstrução lenta, gradual e progressiva no cotidiano em que estamos inseridos.
Dona Santa foi uma MÃE corajosa e forte. Com uma personalidade extremamente forte, comandou a família com mão de ferro e gestos de amor que marcaram todos ao seu redor. Uma mulher que nasceu em condições duras e que dura foi com as condições em que nasceu. Se tivesse estudado, teria sido Governadora do estado, no mínimo....
A Cláudia é minha prima, filha do Tio Miro e da Tia Áurea, irmão do Mi e do Roberto. Ela personifica, pra mim, a força da mulher que olha pro destino e segue em frente na busca da felicidade. Três filhos no Céu e uma aqui na terra, reconstruiu sua vida após uma tragédia que abateria qualquer homem e muitas mulheres. Um exemplo e a quem dedico especialmente esta crônica.
Paz de Cristo a todos.
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